( em breve )







Queremos, a seguir, relatar a história de como foi criada a nossa fábrica de baterias Pinguim. Não com uma conotação saudosista, mas com o intuito de dar a conhecer algumas curiosidades, inclusive referente ao próprio nome da empresa, já que muita gente nos pergunta a respeito deste assunto.

Sabemos que muitos bateristas, hoje com suas carreiras consolidadas iniciaram seus estudos com nossas baterias, portanto esperamos que a história a seguir seja de grande interesse.


Pedro Roncon

Eu posso imaginar, na velha cozinha de minha nona, centro de reuniões da família italiana, todos falando alto e dando suas opniões ao mesmo tempo. Meu nono Pedro, tecelão e músico, pertencente a banda, “Com jazz Band você Vae sugeriu ao meu tio Florêncio, famoso baterista da época, torneiro mecânico e ao meu pai Romeu, ferramenteiro, projetista, professor no Senai e músico também, que montassem uma pequena oficina de baterias devido a grande dificuldade de se arranjar um instrumento de padrão internacional, para acompanhar músicos vindos de fora naquele tempo.

Em 1952 nascia a “Oficina Mecânica Florêncio Roncon”, com a fabricação inicial dos pedais de bumbo, clones perfeitos do modelo Speed King da Ludwig, famosa bateria americana. No mesmo ano foi confeccionada a mão e com peças em bronze e latão, a primeira bateria Pinguim, apelido de meu tio, adquirido nas orquestras onde tocava de fraque e por seu modo engraçado de andar. Esta bateria se encontra hoje em um museu da França, segundo músicos brasileiros que teriam visitado o país.

Mais dois tios entraram para oficina, Ivano, ferramenteiro, músico e Sergio, contador, músico. Todos trabalharam no desenvolvimento de peças, pedais, aros, acessórios e o instrumento ganhou forma com canoas conquilhadas em formato de gota, suporte bola para ton e prato, cascos feitos com madeira de qualidade, naquele tempo era possivel forrar o instrumento com celulóide, os acessórios e peças eram todos de fabricação própria.

Florêncio Roncon, o sr. "Pinguim"
a companhando a cantora
Vilma Bentiveiga.

A Bateria foi sendo vendida cada vez mais e o nome Pinguim foi crescendo devido a sua qualidade. No mês de março de 1966 a “Oficina florêncio Roncon” passa se chamar “Metalurgica FIRS Roncon Ltda” saindo da rua Jorge Ferreira no Piqueri, para o prédio próprio na Rua Pedro Bonilha no mesmo bairro.


Outra curiosidade é o nome “FIRS” que nada mais é que as iniciais dos irmãos Roncon ou irmãos Pinguim como ficaram conhecidos. Com a explosão de Beatles e a jovem guarda com Roberto e Erasmo Carlos as baterias Pinguim foram cada vez mais solicitadas e em 1968 no auge do Rock and Roll vendia-se 100 baterias por semana.

Na década de setenta a bateria teve uma nova remodelação, suas canoas e peças ijetadas em zamac com a mesma qualidade de uma bateria Ludwig, sempre com um grande numerário de vendas, chegou a ser conhecida em alguns lugares do mundo levadas por músicos e alguns exportadores para outros paises. A Pinguim foi elogiada pela Ludwig em artigo de uma revista americana que dizia ser a única bateria no mundo a ter uma qualidade comparável a deles.
Agradeço em memória de meu avô e meus tios, po tudo o que eles me deixaram de conhecimento.
Robson Roncon

Pedro Roncon falecido em 1966
Sergio Roncon falecido em 1996
Ivano Roncon falecido em 2001
Florêncio Roncon “Pinguim” falecido em 2002

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